terça-feira, 12 de junho de 2012

O efeito nocivo das drogas na sociedade lagartense


Com mais de noventa mil habitantes, o município de Lagarto vem sofrendo com o efeito devastador das drogas, não só na estrutura física do usuário, como também nas famílias lagartenses, que por muita das vezes veem seus filhos entrarem para esse obscuro e degradante mundo.
Ultimamente tornou-se comum os meios de comunicação noticiarem dramas envolvendo crianças, jovens e adultos dominados pelas drogas. Tragédias são anunciadas e acabam chocando a população. Recentemente, em Lagarto, um fato lamentável deixou a comunidade do povoado Jenipapo chocada. Após discutir com seu pai, um menor de apenas 17 anos, acabou ceifando a vida do seu genitor.

 O crime ocorreu quando o filho tentou desfazer-se de um celular, para quitar uma dívida de drogas, mas o pai não permitiu. Revoltado o jovem desferiu um certeiro golpe de machado contra a cabeça do homem que te deu a vida. Minutos depois o jovem foi apreendido. 
Clientes e comerciantes não se cansam de expressar suas queixas contra os furtos e agressões, decorrentes da necessidade de alguns usuários fazerem uso de substâncias ilícitas e não terem dinheiro para adquiri-las.
Até que ponto a família pode ajudar a impedir que seus filhos e ou parentes entrem no caótico mundo da dependência? 
Para o delegado do Setor de Entorpecentes da Policia Civil, em Lagarto, Fábio Pimentel, uma educação rígida e pautada no diálogo é um importante ponto a ser considerado. “Quando uma pessoa se torna usuário ou traficante, na maioria das vezes, ocorreu falha na educação. Conheço vários usuários e traficantes em Lagarto, cuja educação foi extremamente deficiente. Quando os pais mantém uma rígida disciplina deixando espaço para a conversa, dificulta a migração dos imaturos para o mundo das drogas, pode até acontecer, mas é provável que a boa educação prevaleça. Seria bom que as mães e os pais lagartenses, refletissem sobre o papel de cada um na vida de seus filhos. Existe uma corrente filosófica na qual defende que todos os problemas sociais tem origem no individuo”, disse o delegado.      
A equipe do delegado Fábio tem feito várias apreensões de menores infratores na cidade, na maioria das vezes eles são usuários aproveitados como aviõezinhos por traficantes do município.
Recuperação
No município lagartense existe a Fazenda Esperança, que na maioria das vezes é usada por famílias que tentam reabilitar seus filhos, livrando-os do envolvimento com as substâncias proibidas.
A Fazenda acolhe jovens que desejam se libertar das drogas e do álcool, mas também aqueles que anseiam descobrir suas vocações.
Os recuperantes vivem do seu próprio trabalho como fonte de autoestima e autossustento. Nos 12 meses de recuperação, só a partir do terceiro mês o individuo recebe visita dos familiares.
Na entrada da recuperação, geralmente, é pedido uma colaboração inicial para ajudar nas despesas antes da internação e nos primeiros meses de recuperação, nos quais a produtividade do interno, pela experiência, ainda não o mantém.
A Fazenda da Esperança acolhe pessoas com idade entre 15 e 45 anos e lhes propiciam moradia, alimentação e outras necessidades básicas, para que continuem firmes em sua caminhada, rumo ao retorno à vida social.
Caps
A cidade de Lagarto conta com o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPSad), que já existe a um ano. O ‘Caps AD’ é uma unidade de saúde que presta atendimentos de portas abertas às pessoas que fazem uso abusivo de substâncias psicoativo (álcool e outras drogas), bem como a seus familiares, de acordo com as diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental, que preconiza o modelo de Redução de Danos, sendo um serviço substitutivo ao antigo modelo hopistalocentrico e manicomial. As atividades no CAPS são de acolhimento aos usuários e seus familiares, atendimento psiquiátrico, visitas familiares e atividades comunitárias.
Igreja
Em entrevista a reportagem do Portal Lagartense.com.br o padre Raimundo Diniz, pároco do município de Lagarto, disse que as drogas configuram uma situação descontrolada em que vive o mundo, e que na maioria das vezes falta levar a palavra para esses jovens. “A droga é um flagelo na vida das famílias. É preciso que as pessoas busquem a palavra de Deus”, disse o padre.
O padre Raimundo, ainda citou a falta de amor no âmbito familiar o que pode ser um ponto de partida para que as crianças e os jovens entrem neste mundo. “As crianças e os jovens buscam alegrias e quando não encontram isso dentro de seu lar, buscam na rua”, disse.  
Segundo o clérigo, a igreja ocupa um papel importantíssimo na vida das pessoas: “Temos encontro de casais, encontro de jovens, cultos, missas tudo isso pode e ajudar as pessoas a manter a sua vida cada vez mais firme”, disse Padre Raimundo. 
O padre Raimundo finalizou pedindo maior afeto entre pais e filhos, bem como a busca por diálogo, ao passo que reforçou o dom da fé como base para a auto-estima.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Chuva impede pouso de dois aviões em Sergipe


A chuva que cai em Aracaju, em Sergipe, nesta segunda-feira (11) é o motivo de atrasos em pousos e decolagens no Aeroporto Santa Maria. Duas aeronaves ficaram sobrevoando a capital por cerca de uma hora até conseguirem aterrisar.
 
O voo da TAM nº 3664 que saiu de Guarulhos, em São Paulo, estava previsto para pousar na capital sergipana às 13h05. A mesma aeronave segue de volta para Guarulhos em voo que sairia às 14h20, mas está atrasado.
 
O avião da Trip que saiu de Recife, em Pernambuco, e segue para Salvador, na Bahia, estava com pouso previsto em Aracaju às 13h39. O mesmo voo nº 5626 estava com decolagem prevista para 14h09, mas também atrasou.
 
De acordo com a assessoria de comunicação da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a nebulosidade dificultou a visão dos pilotos, mas a pista do aeroporto não chegou a ser fechada oficialmente. A estatal não descartou a possibilidade de a pista ser fechada caso a chuva continue intensa.

Hospital Regional fecha maio com mais de 12,6 mil atendimentos


O atendimento aqui é ótimo, organizado. Minha mãe estava na Área Vermelha, melhorou, foi para a Amarela e agora, graças a Deus, já está nesta enfermaria”. A declaração feita nesta sexta-feira, 8, pela cozinheira Gilvanete Ribeiro dos Santos, 32, reflete bem o grau de satisfação dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) atendidos no Hospital Regional Monsenhor João Batista de Carvalho Daltro (HRL), unidade gerenciada pela Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) no município de Lagarto, região Centro Sul de Sergipe.
 
Gilvanete acompanhava a mãe, Jocilene Ribeiro, 66, em uma das enfermarias da Clínica Médica do HRL. Residente em Lagarto, a dona de casa, que é diabética e hipertensa, está internada há 11 dias na unidade hospitalar, considerada uma das mais resolutivas da rede hospitalar de urgência e emergência do Estado. Somente no mês de maio, o Hospital Regional de Lagarto, construído a partir da Reforma Sanitária Gerencial do SUS de Sergipe implementada a partir de 2007 pelo Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), realizou 12.621 atendimentos de urgência e emergência, entre procedimentos clínicos, de enfermagem em geral, consultas especializadas em pediatria e ortopedia, além de tratamentos clínicos de traumas ortopédicos.
 
No mesmo período, o HRL atendeu a 5.421 pacientes. Às vésperas de completar dois anos de funcionamento no próximo mês de julho, o Hospital Regional de Lagarto tem contribuído cada vez mais para reduzir o fluxo de pacientes para a capital, Aracaju, desafogando assim o atendimento no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). A unidade garante cobertura assistencial a uma população de cerca de 250 mil pessoas dos sete municípios que integram a regional de saúde do Centro Sul sergipano (Lagarto, Poço Verde, Riachão do Dantas, Salgado, Simão Dias e Tobias Barreto).
 
“Hoje nós temos uma taxa de transferência muito pequena para a capital, uma UTI funcionando a pleno vapor, com dez leitos, na qual recebemos não somente os pacientes da nossa região, mas também aqueles que precisam de suporte de terapia intensiva de outras regionais de saúde do Estado, como Itabaiana e Aracaju”, explica o superintendente do hospital, Fábio Mendes Fernandes. Prova dessa resolutividade é que a unidade fechou o mês de maio com uma taxa de transferência externa de pacientes de 1,4%, ou seja, em torno de 98% dos usuários assistidos pelo HRL tiveram seus problemas de saúde resolvidos na própria unidade.
 
Reversão de fluxo
 
Esse quadro de reversão de fluxo de pacientes, que antes predominantemente era do interior para a capital, vem ocorrendo devido aos recursos tecnológicos incorporados ao Hospital Regional de Lagarto, primeira unidade pública do interior a dispor de leitos de UTI. “Essa reversão se dá porque temos no HRL uma boa operacionalidade e vem beneficiando principalmente pacientes com indicação de UTI, que estão entubados e fazendo uso de ventilação mecânica, oriundos em grande parte das Áreas Vermelha e Amarela do Huse”, explica o diretor técnico do HRL, Johnson Lucas. “Outro fator é a naturalidade desses pacientes, ou seja, em sua maioria são de Lagarto e de municípios da região Centro-Sul”, acrescenta.


Além dos municípios sergipanos, o HRL, que representou um investimento de pouco mais de R$ 22 milhões por parte do Governo de Sergipe, hoje também garante assistência a pacientes de cidades que fazem fronteira ou estão próximas à divisa de Sergipe com outros estados. É o caso dos usuários oriundos de Paripiranga, Adustina, Fátima, Nova Soure e Heliópolis, todos na Bahia, o que tem contribuído ainda mais para desafogar o Huse, já que antes da existência do Hospital Regional de Lagarto, esses pacientes naturalmente eram encaminhados para aquela unidade na capital.
 
No caso desses pacientes, o diretor técnico alerta que muitas vezes esses pacientes advindos da Bahia chegam sem qualquer regulação médica, mas não deixam de ser atendidos. “Temos casos de pacientes críticos que necessitariam de suporte avançado de vida, como o proporcionado pelo Samu 192 Sergipe, mas na maioria das vezes chegam ao hospital em ambulâncias de remoção simples, com motorista e um técnico ou auxiliar de enfermagem”, ressalta.
 
Cirurgias
 
Ativado no início de abril deste ano, o Centro Cirúrgico do HRL também já vem impactando na redução de pacientes que antes teriam que recorrer ou serem encaminhados para o Huse. Em maio, a unidade realizou 18 procedimentos, entre os quais quatro apendicectomias, uma cirurgia de hérnia umbilical, outra de hérnia inguinal, além de um parto vaginal e uma laparotomia exploratória. No mesmo período, o Hospital Regional de Lagarto realizou ainda pouco mais de 11 mil exames complementares. Somente os exames laboratoriais clínicos totalizaram quase 9,3 mil.

Fotos: Ascom FHS e Bruno César/Márcio Dantas Ltda. 

domingo, 10 de junho de 2012




Arma de policial militar dispara em metrô após desentendimento


A Polícia Militar do Estado de São Paulo informou que a arma de um policial disparou acidentalmente em um trem do Metrô na noite deste sábado (9). O policial estava de folga e em trajes civis e lutou com outras duas pessoas após um desentendimento. Um homem com um “leve ferimento” na perna se apresentou como vítima do disparo, informou a corporação.
O policial foi autuado em flagrante e conduzido ao Presídio Militar Romão Gomes. A PM não deu mais detalhes sobre o caso. A Polícia Civil investigará o caso. A Secretria da Segurança Pública informou que daria mais informações sobre a ocorrência ainda neste domingo (10).