Apenas 29% dos brasileiros que possuem acesso à internet realizaram e-commerce nos último 12 meses, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Os dados também mostram que quase o dobro de pessoas que moram na zona urbana realizaram o serviço na comparação com aqueles que moram na zona rural (30% a 16%). No comparativo por região, a Sudeste lidera as compras pela internet com 33%, seguida pela Sul, com 28%, e Centro-Oeste, com 26%. Na outra ponta da tabela está a região Norte, com apenas 20%.
Apesar de as compras não serem realizadas por nem um terço da população com acesso à internet, a pesquisa mostra que 59% das pessoas com acesso à internet já fizeram pesquisa de preços de produtos. Os dados também mostram que os produtos mais pesquisados são os equipamentos eletrônicos, com 47%, seguidos pelos eletrodomésticos, com 46%, e roupas, calçados e materiais esportivos, com 36%. Os menos procurados são flores, com 2%, e loterias e apostas, com 3%.
Segundo a pesquisa, realizada no formato de múltipla escolha, a principal forma de pagamento é o cartão do crédito, utilizado em 70% dos casos, seguido pelo boleto bancário, com 35%, débitos online, com 7%, e pagamento na entrega, com 3%. A pesquisa também aponta que 14% das pessoas que compraram pela internet tiveram problemas ao adquirir os produtos ou serviços.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Após maior seca dos últimos 60 anos, Rio Grande do Sul tem previsão de chuva nos próximos dias
Os 145 municípios em estado de emergência por causa da estiagem que atinge o Rio Grande do Sul poderão ter um alívio a partir desta semana. A previsão amanhã, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de tempo nublado, com pancadas de chuva e possibilidade de queda de granizo nas regiões norte, noroeste, nordeste e no centro do estado. O frio também será intenso e a mínima prevista para amanhã é 3 graus Celsius (ºC).
O Rio Grande do Sul enfrenta desde novembro do ano passado, a maior seca dos últimos 60 anos. De acordo com o Centro Estadual de Meteorologia (Cemet-RS), com a chegada do inverno as chuvas voltarão à normalidade. O instituto prevê chuvas fracas já na primeira semana de junho e um aumento das precipitações na segunda quinzena do mês.
O governo estadual, por meio da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), liberou R$ 4 milhões para as cidades atingidas pela estiagem. Esse valor será destinado à perfuração de poços profundos, para obras de reforços como aproveitamento de poços, dragagem e desassoreamento de barragens, instalação de válvulas reguladoras de pressão e contratação de caminhões-pipa e para análises técnicas, físico-químico e bacteriológicas em águas provenientes dos poços perfurados.
O governo prevê ainda a transposição do Rio do Cravo em Erechim, das águas do Rio Jacuí para o recalque do Rio Passo Fundo Novo, e do Rio Passo da Porteira para a Barragem Arroio das Pedras. Um investimento de cerca de R$ 35 milhões, que serão liberados pelo Governo Federal e pelo estado.
O meteorologista Flávio Varone, do Cemet-RS, explicou que a causa da estiagem se deve pelo fenômeno La Ninã, que altera a circulação dos ventos que favorecem a formação de chuvas. Ainda segundo Varone, a atmosfera está voltando ao normal aos poucos.
"La Niña já acabou, agora estamos em um período que se chama neutralidade. Aos poucos a atmosfera está voltando [ao normal], para isso precisamos do suporte principalmente da umidade da Amazônia, que está deslocada para o Sudeste e Centro-Oeste. Essa umidade vai migrar para o Rio Grande do Sul e trazer a chuva que todo o mundo espera".
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Tecnologias ajudam agricultores durante a seca no Nordeste
A seca já atinge mais de 700 municípios do Nordeste. Nessa hora de sofrimento por falta de água, estar preparado para o período de estiagem pode fazer toda a diferença.
Em Ibimirim, no sertão de Pernambuco, o Rio Moxotó é só uma lembrança. Em um sítio, em Cumaru, no agreste dePernambuco, é preciso comprar água e palma, uma espécie de cacto que é a última reserva para os tempos mais difíceis.
Nem tudo é desolação no território da seca. Escassez e fartura convivem lado a lado. Com conhecimento e tecnologias simples e baratas, é possível atravessar o período de estiagem sem tanta necessidade e sofrimento.
Nem tudo é desolação no território da seca. Escassez e fartura convivem lado a lado. Com conhecimento e tecnologias simples e baratas, é possível atravessar o período de estiagem sem tanta necessidade e sofrimento.
No sítio de seu Luiz, a novidade é a cisterna telhadão. Ela consegue armazenar 52 mil litros de água que caem da chuva e seguem das telhas para o reservatório. A cisterna menor é o tesouro da dona Josefa. Tem água para beber e cozinhar por mais quatro meses de estiagem.
Os "canteiros econômicos" consomem pouca água. O solo é forrado com plástico. Só é preciso molhar de quatro em quatro dias através de uma abertura que mantém a umidade por mais tempo.
“O canteiro convencional vai gastar cinco vezes mais que o econômico”, diz o agricultor Luiz Eleutério de Souza.
Em outro caso, o capim cobre uma barragem subterrânea. No período de estiagem, um buraco é cavado de uma margem à outra do riacho com até quatro metros de profundidade. O buraco é coberto com uma lona plástica, como se fosse um paredão. De uma estação para outra, o riacho enche e volta a secar. Mas a barragem mantém a umidade do subsolo, possibilitando a plantação.
“Essas tecnologias têm feito com que os agricultores convivam com essa situação de escassez de água”, diz Adeildo Fernandes, técnico agrícola do Centro Sabiá.
”Vivo no céu, graças a Deus. Vivo bem tranquilo. Depois dessas tecnologias, não existiu mais seca para mim", comemora seu Luiz.
Maiores rios, oceanos e desertos do planeta
Veja lista dos acidentes geográficos mais conhecidos do planeta: os maiores oceanos, os mares mais extensos, os maiores rios do mundo, os maiores desertos, as maiores altitudes, as maiores quedas d'água, os lagos mais extensos e as maiores ilhas da Terra.
Maiores acidentes geográficos
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|---|---|---|
Os oceanos *
|
Área (km2)
|
Profundidade máx. (m)
|
Pacífico
|
179,7 milhões
|
11.524
|
Atlântico
|
106,1 milhões
|
9.220
|
Indico
|
74,9 milhões
|
9.000
|
Os três mares mais extensos
|
Área (km2)
|
Profundidade máx. (m)
|
Mar da Arábia
|
3,68 milhões
|
5.800
|
Mar da China Meridional
|
3,45 milhões
|
5.560
|
Mar do Caribe
|
2,75 milhões
|
7.680
|
Os três maiores rios
|
Localização **
|
Extensão (km)
|
Amazonas
|
Brasil
|
6.868
|
Nilo
|
Egito
|
6.671
|
Xi-Jiang
|
China
|
5.800
|
Os três maiores desertos
|
Localização
|
Extensão em km2
|
Saara
|
Norte da África
|
8,6 milhões
|
Gobi
|
Mongólia e noroeste da China
|
1,3 milhão
|
Kalahari
|
Sudoeste da África
|
930 mil
|
As maiores altitudes
|
Localização
|
Altura (m).
|
Everest
|
Nepal/China
|
8.848
|
K-2
|
Paquistão/China
|
8.611
|
Kanchenjunga
|
Nepal/índia
|
8.598
|
As três maiores quedas d’água
|
Localização
|
Altura(m)
|
Salto Angel
|
Venezuela
|
979
|
Tugela
|
África do Sul
|
914
|
Utigard
|
Noruega
|
800
|
Os três lagos mais extensos
|
Localização
|
Área (Km2) – Profundidade máx. (m)
|
Mar Cáspio
|
Oeste da Ásia
|
371 mil – 1.025
|
Superior
|
EUA/Canadá
|
84 mil – 406
|
Victoria
|
Uganda/Tanzânia/Quênia
|
68 mil– 73
|
As três maiores ilhas
|
Área (km2)
| |
Groenlândia
|
2,18 milhões
| |
Nova Guiné
|
785 mil
| |
Bornéu
|
736 mil
| |
* Alguns geógrafos consideram o oceano Glacial Ártico (com 14,09 milhões de km não como um oceano, mas como um mar formado pelo oceano Atlântico.A área do Atlãntico mencionada nesta tabela inclui o Ártico.
** Principal país que o rio atravessa.
| ||
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Trabalho de Campo na Chapada Diamantina
Na busca por uma Geografia Dinâmica que discuta a teoria, mas sem deixar de lado seu viés prático, estiveram presentes na região da Chapada Diamantina, no período de 20 a 22 de abril do corrente ano, estudantes do 3º e 5º Períodos (2012.1) do curso de Geografia da FJAV.As Atividades foram coordenadas pelo Prof.Narciso Lima, responsável pela transmissão dos conhecimentos de Biogeografia e Geomorfologia.
Serra do Sincorá, visão do Morro do Pai Inácio/BA.
Alunos no topo do Morro do Pai Inácio, 1.100 m de altitude.
A vida e os ambientes no tempo e no espaço
Se observarmos a natureza podemos perceber que tudo está
interligado de maneira direta ou indireta, mesmo que ela tenha sido
transformada pelo homem continua sendo um sistema.
A floresta que é um sistema se
relaciona com o mar que é outro sistema essas relações dependem de vários
níveis de transferência da energia através dos materiais das cadeias
alimentares etc. Se ocorrerem mudanças em determinadas áreas consequentemente
as outras serão afetadas. Uma mudança climática, uma barragem ou um
desmatamento podem alterar num certo intervalo de tempo vários ecossistemas
interligados.
A modificação de processos naturais
no espaço também influi na evolução dos sistemas naturais. As mudanças
drásticas em desequilíbrio como funcionamento são em muitos casos
irreversíveis.
Alguns organismos capazes de
transformar a energia solar em matéria orgânica são capazes de se desenvolver
em diferentes ambientes como as rochas nuas por exemplo criando condições para
que outros organismos possam suceder naquele ambiente. A vida prepara o meio
quando os organismos pioneiros se instalam em diferentes condições.
Na natureza, o dominante é
simplesmente o mais adaptado as condições ambientais do momento, a vida nem
sempre é competitiva, a cooperação entre seres vivos se faz presente na maioria
das vezes. Um aspecto de interação, cooperação e competição entre os seres
vivos pode ser observado pelas cadeias alimentares, as plantas alimentam os
animais, mas também precisam deles para cumprir seu ciclo de vida. A capacidade
de sobreviver num ambiente está ligada a bagagem genética dos seres vivos e a
sua evolução. Este é um processo inerente a cada espécie, mas o que acontece
com a terra influi na vida e virce – versa.
Os
fatores que determinam os tipos e a quantidade de seres vivos que existem num
determinado ambiente são: a água, a umidade do ar e as substâncias presentes
nesse ambiente.
Nas
florestas, as raízes das árvores “seguram” o solo, impedindo a erosão (o
processo de remoção e transporte das partículas do solo para outro local).As
copas das árvores formam um “guarda-chuva” protetor que protege contra a ação
erosiva da chuva e do vento, além de bloquear a maior parte dos raios solares,
O clima nas florestas é fresco e o ar é “parado”.
Em
campos abertos, a luz solar é direta e o vento atinge quase todos os lugares. O
ar é seco, chove pouco e não locais mais frescos que outros, O ambiente é
dominado por grama e capim, Há poucas árvores espalhadas e pouca
sombra.Florestas tropicais são as florestas localizadas na região do Equador
(zona tórrida) e que estão expostas a muitas chuvas.
Nessas
florestas quase não há diferenças quanto à estação do ano, a não ser o aumento
das chuvas em dezembro, janeiro e fevereiro. Não há grandes animais corredores
nas florestas, já que elas são “fechadas”. O solo de uma floresta tropical é
uma camada fina e imprópria para a agricultura. É um solo pobre. O que fornece
os nutrientes para que os vegetais cresçam é a matéria orgânica (os restos de
animais e vegetais mortos).
O
solo de uma floresta tropical também não consegue “segurar” a água. Quando
chove, a água rapidamente “viaja” das raízes para as folhas e evapora.
Por
isso, quando uma floresta tropical é desmatada, a água corre para lugares mais
baixos, provocando erosão. As florestas desmatadas transformam-se rapidamente
em desertos.
Florestas
tropicais são os locais que possuem a maior biodiversidade do mundo. Exemplos
de animais que vivem nas florestas tropicais são os macacos, preguiças,
tucanos, papagaios, lagartos, sapos, cobras, onças... Nas florestas da
Indonésia, há esquilos e lagartos “voadores” pulando de galho em galho. Existem
também as florestas temperadas, situadas nas faixas de zonas temperadas da
Terra. As florestas temperadas vivem verões quentes, invernos frios e chuvas
moderadas ao longo do ano. Já cobriram toda a Europa, mas hoje só restam
fragmentos dispersos.Os animais dessas florestas geralmente se reproduzem
acompanhando as estações do ano.
As
árvores das florestas temperadas não chegam a ser tão altas como as das
tropicais, mas têm um bom tamanho. É o caso do carvalho, da nogueira e do
plátano .No outono, suas folhas caem, e o fato de perderem suas folhas, que são
sua parte mais frágil, permite que sobrevivam ao frio do inverno, pois os
caules que ficam são envolvidos por cascas grossas que protegem os vegetais.Na
primavera, ocorre uma “explosão de vida”: as árvores florescem e as folhas
verdes reaparecem, junto com os animais e seus filhotes. Eles crescem no verão
e outono, e se recolhem novamente no inverno, onde preparam novos filhotes,
novas folhas e flores.
Exemplos
de animais das florestas temperadas são veados, javalis, cabritos monteses,
ratos, lebres e raposas.Em regiões ainda mais frias (mais próximas da zona
glacial ártica), temos as florestas de coníferas; florestas com boa umidade e
gelo no (longo) inverno.Esse nome é explicado pela vegetação, que não é muito
variada: há ciprestes, abetos e pinheiros (árvores do grupo das coníferas).
Suas folhas são pouco desenvolvidas, mas formam matas bem escuras, chamadas
também de “florestas negras”.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Fortes chuvas já causam danos aos lagartenses
Enquanto os sergipanos que residem no sertão do Estado passam por situação complicada, em virtude da seca que atinge a região, muitos problemas já foram detectados devido as fortes chuvas que caem sobre o município de Lagarto e região.
Desde o final da semana passada que a população de Lagarto enfrenta fortes chuvas, que caem continuamente, deixando ruas e logradouros totalmente alagados e intransitáveis.
Na Pista da Granja, próxima a Colônia Treze, um ônibus escolar foi vítima de um buraco submerso. Devido à profundidade do buraco uma das rodas traseiras do transporte ficou suspensa.
Já na Rua Valdomiro Carvalho, localizado próximo a Rua de Simão Dias, um veículo modelo Picape S10, atolou, devido a terra ter sofrido erosão com o grande volume de água que passou pelo local, populares ajudaram o condutor a retirar o automóvel do buraco.
Confira o que o Centro de Meteorologia da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos prever para o estado. (CLIQUE AQUI)
Chuvas causam transtornos em escola
Professores e o diretor da Escola Municipal Manoel de Paula, em Lagarto, procuraram a redação do Portal Lagartense para denunciar a situação precária em que se encontra a escola. De acordo com os professores, as aulas só existem no local devido à força de vontade da direção e dos professores. "Hoje foi preciso os alunos passarem por dentro d'água para chegar até a sala de aula." disse uma professora.
A situação é difícil, como evidência o Professor Jorge, diretor da escola. Existe o perigo proporcionado pela instalação elétrica, que segundo ele há tempos foi solicitado um profissional para resolver o assunto, mas nunca apareceu. A situação estaria pior se não fosse os recursos retirados do seu próprio bolso. "A instalação é péssima; são ventiladores queimados dando curto circuito e ninguém nunca veio resolver. Algumas coisas eu tiro do próprio bolso, do meu salário", disse Jorge.
O administrador disse que os sanitários da escola só foram reformados por que ele usou de seus recursos - "O banheiro fui eu que fiz, eu peço sempre as coisas e nunca chega", disse o diretor.
Na escola, nossa reportagem esteve em todas as salas e foi possível ver a péssima situação da estrutura do prédio: salas sem portas, ventiladores quebrados, buracos no chão da sala, infiltrações pra todos os lados e água por toda parte.
No pátio, a fossa fica aberta, apenas com uma pequena pedra em cima. Revoltados, os professores informaram que não iriam à aula nesta terça-feira (22), isso porque as salas estariam alagadas devido às chuvas, mas atendendo ao pedido do diretor as aulas aconteceram normalmente. "Nós chegamos aqui e a água estava mais de quinze centímetros. No pátio os alunos tiveram que colocar os pés dentro d'água pra chegar à sala", desabafou um mestre.
Segundo o diretor, o problema da escola já vem há muito tempo e não é apenas nessa administração. "Isso existe há muito tempo, com antigos gestores, e agora a situação se agravou. Esta escola sempre foi esquecida".
Segundo a direção da escola, a unidade de ensino sempre sai bem no quadro de classificação das competições estaduais e nacionais, sendo premiada por três vezes consecutivas nas Olimpíadas de Redação e Matemática. Informou ainda, que o Programa Mais Educação, funciona de forma exemplar na escola.
Secretaria de Educação
Segundo informações do secretário de educação do município de Lagarto, Cleverton Oliveira, no município de Lagarto existem 82 escolas e desde que o prefeito Valmir Monteiro assumiu a gestão municipal 62 escolas já foram reformadas. O secretário informou que já foi sim cobrado pelo diretor da unidade escolar, mas disse que a reforma inda não aconteceu por que se trata da burocracia na liberação dos recursos em Brasília, pois a reforma da escola será através de uma verba destinada por um deputado. "Trata-se de burocracia e não má vontade; o prefeito quer e vai reformar a escola", disse o secretário.
Cléverton ainda disse que o valor para reformar a Escola Municipal Manoel de Paula, é de R$ 250 mil reais. "Temos um projeto grande para essa escola, tem que ser feito com cautela e paciência" disse Cleverton.
Para o secretário, as reformas da escola começam em no máximo trinta dias e segundo ele, já está sendo discutindo o local aonde as aulas irão acontecer neste período.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Brasil está '300% preparado' para crise internacional, diz Dilma
A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (21), durante inauguração da obra de uma ponte em Laguna (SC), que o Brasil está "300% preparado" para os efeitos da crise financeira internacional.
Ela disse ter sido recentemente indagada sobre a capacidade do Brasil de enfrentar as consequências da crise.
"Posso assegurar: nós estamos 100%, 200%, 300% preparados. E esta obra aqui faz parte dessa resistência contra a crise", afirmou, em discurso na cerimônia de assinatura da ordem de serviço da construção da ponte da BR-101 sobre a Lagoa do Imaruí.
Para Dilma, o país construiu, ao longo dos anos, uma estabilidade que criou as condições de enfrentar as consequências das oscilações financeiras internacionais. "Antes o mundo espirrava e o Brasil pegava uma pneumonia. Hoje, não pegamos pneumonia", disse a presidente.
Para justificar, Dilma mencionou as reservas de dólares que o país dispõe, que cresceram desde a eclosão da crise financeira internacional, em 2008 e 2009. Segundo a presidente, as reservas vão permitir ao Brasil continuar expandindo a economia.
Na Europa, a situação tem se deteriorado bastante. E como é que fica o Brasil? O Brasil fica muito bem porque nós não temos os graves problemas que têm Estados Unidos e Europa."
Dilma Rousseff, presidente da República
“Agora, estamos mais fortes que estávamos em 2008 e 2009. Agora, temos U$ 370 bilhões em reservas. Naquela época, tínhamos U$ 205 bilhões. Isso é uma proteção contra o que quer que aconteça no sistema financeiro internacional. Estamos em condições de garantir que nossas indústrias exportem, importem, continuem funcionando", afirmou.
A exemplo do que tem feito nas últimas semanas, a presidente voltou a assinalar as diferenças entre os governos europeus e o brasileiro no combate à crise. Para a presidente, a "situação tem se deteriorado bastante" na Europa, que segundo avaliou, está escolhendo o caminho da recessão, enquanto o Brasil o governo estimula o crescimento.
“Hoje damos mais uma demonstração de que o Brasil é diferente da Europa. A Europa está enfrentando a crise com recessão, a ponto de que alguns países passam por taxas de desemprego que sequer concebemos. Metade dos jovens de lá estão sem emprego. É um absurdo, é uma desesperança. O jovem é o futuro do país. O nosso futuro está preservado. Nós temos um compromisso com a geração de emprego e renda”, disse a presidente.
Para a presidente, conta também em favor do Brasil a capacidade do país de fornecer crédito. Ela fez referência às notícias de que, nos últimos dias, houve uma corrida de europeus aos bancos para sacar dinheiro, com medo de os bancos falirem ou de os governos não terem dinheiro para pagar compromissos.
De acordo com Dilma, o Brasil está longe dessa situação. “Nós não precisamos encostar um um tostão do orçamento para expandir crédito. Nós temos no BC [Banco Central] R$ 400 bilhões a título de depósito que os bancos são obrigados a colocar no BC como garantia do sistema financeiro público e privado. Portanto, temos U$ 400 bilhões pra enfrentar qualquer emergência de crédito”, disse a presidente.
Saúde chama população para vacinação contra a gripe
A Secretaria de Estado da SES, através do programa Estadual de Imunização, lembra a população sobre a importância da vacinação contra a Influenza (gripe), que teve a 14ª Campanha Nacional iniciada no último dia 5 de maio e será encerrada no próximo dia 25.
A população alvo, que são crianças entre seis meses e menores de dois anos, além de idosos a partir de 60 anos, gestantes, trabalhadores da saúde, povos indígenas e pacientes com comorbidade, devem procurar unidades básicas de saúde de segunda a sexta-feira para tomar a vacina.
"Essa população alvo da vacinação é a mais acometida pela doença. A imunização faz com que sejam reduzidas as internações, uso de medicamento e pneumonias em conseqüências da gripe", explicou Sândala Teles, gerente do programa Estadual de Imunização.
Para realização da campanha em Sergipe, que tem como meta vacinar ao menos 240 mil pessoas, o Ministério da Saúde enviou 330 mil doses, que foram distribuídas para 350 unidades básicas de saúde em todo Estado.
Resultado parcial da campanha
Até o momento, já foram vacinadas um total de 124.648 pessoas no Estado pertencentes a população alvo da campanha. Desse total, 29.383 crianças já receberam a dose. O total de trabalhadores da saúde vacinados chegou a 11.718. O número de gestantes que foram até os postos procurar a imunização foi de 11.174. Os idosos foram a parcela da população que mais receberam a dose da vacina, totalizando a marca de 73.880 pessoas e apenas 65 indígenas procuraram os postos de saúde.
Na série histórica da vacinação contra a influenza, entre 2007 e 2011, Sergipe tem alcançado a meta de vacinar 80% da população alvo das campanhas, sendo 83,09%, 80,67%, 89,16%, 84,17% e 84, 16%, respectivamente
sábado, 19 de maio de 2012
Campanha recebe doações para quem sofre com a seca em Sergipe
A Defesa Civil Estadual calcula que mais de 104 mil pessoas sofrem com os efeitos da seca em 18 municípios de Sergipe. Para amenizar o problema, 126 caminhões-pipa levam água para essas localidades, mas só isso não é suficiente, pois também falta comida. Por conta disso, empresários e entidades sociais se uniram para ajudar as vítimas da estiagem.
A campanha SOS Sertão reúne mais de 20 colaboradores em vários setores. Essa parceria facilita as doações que podem ser entregues nos seguintes pontos de coleta: Associação Comercial de Sergipe (Acese), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Colégio Arquidiocesano em Aracaju, Igrejas Católicas de todo o Estado, agências do Banco do Brasil e do Banco do Estado de Sergipe (Banesex) ou ainda nos quartéis do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.Os organizadores da campanha alertam que as doações não serão recolhidas em casa.
Novo tremor de terra é registrado em Montes Claros
Dois tremores de terra assustaram os moradores de Montes Claros, no Norte deMinas Gerais, neste sábado (19). De acordo com o chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), Lucas Barros, o mais forte foi registrado às 10h50, com duração de três segundos e intensidade entre 4,0 e 4,5 graus na escala Richter. O segundo tremor foi registrado às 14h.
Segundo Barros, a universidade ainda não teve acesso à medição precisa da intensidade porque houve uma interrupção na recepção dos dados uma hora antes do primeiro tremor. A UnB informou que está analisando a possibilidade dos dados estarem em outras estações.
(Foto: Reprodução/TV Globo)
As imagens de uma câmera do circuito interno de um shopping popular registraram a correria no momento do tremor de terra. Várias pessoas assustadas foram para o meio da rua. De acordo com o Corpo de Bombeiros, foram recebidas mais de 300 ligações desde às 11h, mas não houve registro de feridos.
Os bombeiros de Montes Claros disseram também que houve aproximadamente 40 solicitações para vistorias em edificações que sofreram algum tipo de rachadura. A Universidade Estadual de Montes Claros e o Shopping Popular estão entre elas.
Foram registradas solicitações nos seguintes bairros: Vila Atlântida, Nova Morada, Centro, São José, Vilage, Bela Paisagem, Vila Áurea, Todos os Santos, Santos Reis, Renascença, Maracanã, Vila São Francisco de Assis.
Em nota divulgada às 16h40, o Governo de Minas Gerais informou que equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar (PM) estão trabalhando no sentido de atender às demandas relativas aos tremores e que helicópteros da PM e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente já foram deslocados para a cidade.
A Defesa Civil disse que duas casas foram interditadas para vistoria, pois correm risco de desabamento. Não há registros de vítimas .
Montes Claros fica a 417 quilômetros de Belo Horizonte.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Cânion do Rio São Francisco
Navegar por entre as rochas dessa gigantesca muralha encravada no meio do Alto Sertão de Sergipe é algo inesquecível. São vales grandiosos, formando canyons de até 50 metros de altura, circundando um lago que, em alguns pontos, atinge até 190 metros de profundidade. Ninhais de garças e ilhas flutuantes completam o espetáculo. Em Xingó, a natureza caprichou em todos os detalhes. As rochas guardam vestígios dos primeiros habitantes da região, que ali viveram a mais de oito mil anos atrás. E, também, as marcas das andanças do bando de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, em tempos menos distantes. A trilha de Angico, no município de Poço Redondo, leva à grota do mesmo nome, local onde morreram Lampião, Maria Bonita e mais nove companheiros. Mergulhar nas suas águas esverdeadas e sentir a grandiosidade proporcionada por paredões de arenito rochoso, contrastando com pássaros de diversas espécies é um espetáculo à parte. Em pleno semi-árido nordestino, na porta de entrada da caatinga, tendo ao fundo a Serra do Chapéu de Couro, o canyon, com seu lago navegável por 60 quilômetros - de Xingó a Paulo Afonso - oferece deslumbramento em cada reentrância de seus paredões. As antes inavegáveis corredeiras deram lugar a águas mais calmas, possibilitando inesquecíveis passeios de catamarã num labirinto de belíssimas formações rochosas, de 60 milhões de anos de existência, que infundem respeito e admiração em quem as contempla. Não deixe de visitar a Usina de Xingó. A visita começa com apresentação de vídeos sobre a obra e termina com um passeio pelas barragens de desvio. É impressionante a grandeza da Hidrelétrica, a terceira maior do Brasil, com seis turbinas Para os amantes da natureza opções não faltam. Uma caminhada pela trilha do Vale dos Mestres é algo deslumbrante e dura cerca de duas horas. A partir do leito seco de um riacho, próximo ao povoado Curituba, a 30 km da sede do município, o visitante conhece a vegetação típica da caatinga, a fauna do sertão e os paredões de arenito rochoso, com pinturas rupestres de mais de três mil anos. Dotado de belíssimas paisagens, praias fluviais como as de Curralinho, Bom Sucesso, Cajueiro e Angico, as serras Negra - ponto culminante do Estado - e Guia, e trilhas ecológicas por entre a vegetação típica da caatinga, o município de Poço Redondo abriga, também, vários sítios arqueológicos, nos quais foram encontrados materiais líticos e fósseis pré-históricos. Historicamente, Poço Redondo é conhecido por ter sido o cenário do Cangaço. O povoado Maranduba foi o palco da última grande batalha do grupo de Lampião, morto na Grota de Angico, em 1938. Mais registros da história do Cangaço brevemente poderão ser vistos no Memorial do Cangaço, que está sendo construído na cidade de Poço Redondo. Um passeio de catamarã leva à Grota de Angico. No percurso até a grota, muito da história do Cangaço e os encantos da caatinga. Não deixe de visitar o Museu Arqueológico de Xingó, cujo acervo arqueológico reúne de 55 mil peças: esqueletos humanos, utensílios e registros gráficos, referentes aos aspectos da cultura do homem que, como revelaram as pesquisas, já se encontrava na região há pelo menos 9 mil anos. No museu encontra-se grande parte do material resgatado do Sítio Arqueológico do Justino, alagado com o enchimento do lago de Xingó. "museu" de Véio Já no caminho para Canindé, no município de Nossa Senhora da Glória, uma raridade: a casa-museu de Veio, como é conhecido nacionalmente um dos mais famosos artesãos sergipanos. O local parece uma exposição de arte ao ar livre: há esculturas de vários tamanhos espalhados por toda parte, cada uma delas contando um pouco da vida, dos mistérios e das lendas da região. ILHA DO OURO Localizada a 190 km da capital, no município de Porto da Folha, às margens do rio São Francisco, a Ilha do Ouro é um paraíso para amantes do ecoturismo: Belezas naturais, mistérios e traços históricos dos colonizadores holandeses e jesuítas que ocuparam a região no século XVII. |
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Contaminação pela Água
| Durante sua circulação pela superfície da Terra, a água pode ser fortemente contaminada pelo homem e animais. Isso acontece principalmente nas cidades, onde os esgotos das casas, hospitais e fábricas são lançados sem tratamento nos rios, lagos e mares. - HEPATITE - ESQUITOSSOMOSE - FEBRE PARATIFÓIDE - AMEBÍASE - ASCARIDÍASE - ANCILOSTOMOSE - ESTRONGILOIDOSE - POLIOMIELITE - DIARRÉIAS INFECCIOSAS As vezes, a água, que parece limpa, contém vírus, bactérias e parasitas (microrganismos patogênicos), que só podem ser vistos ao microscópio. Eles causam doenças como Hepatite, Desinteria, Cólera, Esquistossomose e muitas outras, prejudicando a nossa saúde. |
Sistema de Abastecimento de Água:
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| ManancialA água é captada em rios, lagos ou represas. Essas fontes são chamadas mananciais. É de lá que retiramos a água que vamos tratar. CaptaçãoNos mananciais são construídos pontos de captação, onde conjuntos de motores e bombas aspiram a água. AduçãoGrandes tubulações chamadas de adutoras, conduzem a água para a estação de tratamento. Na maioria das vezes, são quilômetros e mais quilômetros desses gigantescos tubos de aço.Quando a distância é muito grande, precisamos ainda de um recalque (através de bombas) para auxiliar a condução da água dos pontos de captação até as estações de tratamento.Estação de Tratamento de Água - ETAÉ na ETA que vamos tratar a água que você bebe. Basicamente, a Estação de Tratamento de Água, se compõe dos seguintes compartimentos: Câmara de Mistura Rápida, Floculador, Decantador, Filtro e Tanque de Contato. |
terça-feira, 15 de maio de 2012
"Nunca vi uma seca como essa", relatam sertanejos
A terra sem verde, os rios sem água e os animais magros ou mortos pelos pastos do sertão denunciam que é época de seca no Nordeste. Durante uma semana, o UOL passou por cidades do semiárido de quatro Estados: Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe. Nos próximos dias, uma série de reportagens será publicada. O relato é de um cenário desolador, que começa a ser percebido a pouco mais de 100 km do litoral, quando a paisagem verde vai dando lugar à terra seca e rachada.
José Carlos Nunes, 41, espera que a chuva chegue para dar o mínimo de "condições" para os seus dois filhos, em Santa Brígida (BA). Mais de 750 municípios do Nordeste já decretaram situação de emergência e mais de 4 milhões de pessoas foram afetadas
| Gabriel Faria Mota vai para a escola todos os dias, descalço, em meio ao chão seco e quente do sertão sergipano |
A tranquilidade das estradas é quebrada pelo trânsito dos carros-de-boi e caminhões-pipa, que circulam a todo instante transportando água para as comunidades. Mas a fisionomia desiludida do nordestino –em meio a um fenômeno comum na região– aponta que essa não é uma seca como outra qualquer.
Apesar de acostumados com a falta de chuvas em boa parte do ano, os sertanejos relatam, quase de forma unânime, que dessa vez o “castigo” foi maior. Muitos falam que essa é “a pior seca da história”, similar à vivida pelo Nordeste há 42 anos.
Ao todo, segundo dados das defesas civis estaduais, mais de 750 municípios já decretaram situação de emergência por conta da estiagem e mais de 4 milhões de pessoas estariam em áreas diretamente afetadas.
No sertão alagoano, rios como o Traipu e Ipanema, que sempre ajudam a abastecer comunidades rurais nessa época do ano, estão secos. Na Bahia e em Pernambuco, açudes que costumavam garantir a água para os animais também secaram ou estão prestes a secar. Sem poços ou sistemas de irrigação, a única solução é apelar para os carros-pipa.
“Aqui na região nunca vi uma seca como essa na vida. Já tivemos algumas outras, mas ficar completamente sem água como agora, não ouvi dizer. Só Deus para nos salvar”, afirma José Carlos Nunes, 41, morador de Santa Brígida, no sertão baiano, onde não chove há mais de oito meses.
Dados oficiais
Somente na Bahia a seca já é considerada pelo governo estadual como a pior dos últimos 47 anos –mais de 200 municípios estão em situação de emergência no Estado.
Imagens captadas pelo satélite Meteosat-9 mostram que boa parte do Nordeste enfrenta a maior seca dos últimos 30 anos. Em imagens produzidas pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis)da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) é possível ver, por exemplo, que 80% do semiárido da região sofre com a estiagem este ano, o que representa seis vezes o percentual registrado no ano passado.
A diferença gritante entre os cenários pode ser comprovada pelas áreas em vermelho:

Mapas mostram a situação da seca no Nordeste, as áreas em vermelho. A imagem à esquerda (abril de 2011) mostra 15% da região atingida, já a imagem à direita (abril de 2012) mostra 80%
Mapas mostram a situação da seca no Nordeste, as áreas em vermelho. A imagem à esquerda (abril de 2011) mostra 15% da região atingida, já a imagem à direita (abril de 2012) mostra 80%
Contudo, segundo o meteorologista e coordenador do Lapis, Humberto Barbosa, a mensuração exata do tamanho da seca no Nordeste não é possível de ser realizada, já que há uma série de fatores e dados que têm de ser levados em conta. Além disso, a estiagem registrada este ano ainda não teve seu ciclo encerrado.
“Os índices de seca mais simples consideram somente variáveis meteorológicas e/ou hidrológicas. Mas os mais sofisticados associam a chuva a parâmetros econômicos, sociais, culturais, ambientais e políticos das regiões atingidas. No National Drought Mitigation Center, nos EUA, por exemplo, a seca é baseada em fatores meteorológicos, hidrológicos, agrícolas e socioeconômicos. Os índices de secas constituem ferramentas essenciais para um diagnóstico mais preciso de sua dimensão nas regiões atingidas, existindo para isso vários modelos de avaliação".
Barbosa diz que a falta de documentação e de tecnologia impediu a mensuração dos efeitos da seca em décadas passadas. Segundo o meteorologista, o primeiro grande registro de grande seca no Nordeste ocorreu entre 1877-79, mas foi registrada apenas por relatos.
“Segundo os relatos históricos, teriam perecido cerca de 500 mil nordestinos, vitimados pela fome, sede, epidemias, falta de condições sanitárias, ausência de infraestrutura e de intervenção governamental para assistir as populações atingidas”, diz.
Seca de 1970
Entre os mais velhos, os relatos sempre comparam a seca atual com a enfrentada em 1970. Aquele ano, segundo historiadores, foi considerado o ápice de um ciclo seco que assolou o Nordeste e provocou a retirada de milhares de sertanejos para o Sudeste. A severa estiagem causou a morte de animais e seres humanos, além de ser responsável pela geração subnutrida que surgiu no semiárido.
A partir daquela seca, o problema passou a ter repercussão nacional, e o governo federal criou o Proterra (Programa de Redistribuição de Terra e de Estímulo à Agroindústria do Norte e Nordeste) --que teria sido um dos primeiros projetos políticos para tentar ajudar o sertanejo.
“Naquele ano foi uma seca muito grande, mas pensei que nunca mais íamos ter. Depois tivemos algumas secas até grandes, mas que, pelo que eu saiba, não atingiu todos os Estados como essa agora. Tenho parentes em Alagoas, e eles falam a mesma coisa daqui, que nunca viram um sofrimento como esse”, diz José Luiz do Nascimento, 65, morador de Santa Brígida (BA). “Morreu animal demais naquele tempo".
Apesar da semelhança com 1970, os relatos apontam que a seca de 2012 se apresenta com nuances ainda mais graves. “Em 1970 dava pelo menos relâmpago, meu filho. Nessa não deu nem um”, conta Milton José do Nascimento, 72, morador de Petrolândia (PE).
“Naquela época, a gente tinha mais barreiros, que hoje estão secos. E o problema é que estamos no começo, e se não chover nos próximos meses, vamos ter uma seca ainda pior. E a previsão é que não chova”, diz o pecuarista e secretário de Infraestrutura de Batalha, no sertão alagoano, Abelardo Rodrigues de Melo. No município, a prefeitura contabiliza 149 barreiros secos.
Animais e produções arrasadas
Sem água, os animais estão passando fome e morrendo, assim como as tradicionais plantações de milho e feijão --que garantem alimentos de subsistência por muitos meses do ano–, que sequer foram feitas.
“Todo ano a gente planta, mas esse ano não choveu nada, não tem como plantar nada. Não lembro a última vez que não plantei. Ano passado cheguei a plantar, mas perdi tudo, porque depois do inverno não choveu nadinha”, relata Pedro Alexandre, 61, morador de Poço Redondo, cidade mais afetada de Sergipe onde não chove desde setembro. Lá, segundo a Defesa Civil municipal, todas as 141 comunidades rurais estão sendo atingidas.
A chuva esperada por Alexandre e por todos os sertanejos deveria ter caído entre fevereiro e abril, meses que garantem a produção, mas ela não veio --nem em pequena quantidade.
“Estamos com 38 caminhões-pipa abastecendo as comunidades, mas podíamos ter cem que não atenderia à demanda. Temos 70% da população vivendo na zona rural. O abastecimento humano estamos garantindo, mas o maior problema é o abastecimento animal, que é complicado. O gado está morrendo e não temos água para atender“, afirma o secretário de Agricultura de Poço Redondo, Sílvio de Jesus. Poluição do Ar
A poluição ao ar é causada por uma mistura de substâncias químicas, lançadas no ar ou resultantes de reacções químicas que alteram o que seria a constituição natural da atmosfera.
Além do sector industrial, os transportes rodoviários são uma fonte importante de poluentes devido às emissões dos gases de escape, mas também como resultado da evaporação de combustíveis. São os principais emissores de NOx (Óxidos de Azoto) e CO (Monóxido de Carbono), importantes emissores de CO2 (Dióxido de Carbono) e de COV (Compostos Orgânicos Voláteis), além de serem responsáveis pela emissão de poluentes específicos como o Chumbo (Pb). A poluição do ar pode causar um conjunto de problemas ao nível da saúde humana. Os dados apresentados pela Comissão Europeia, em Junho de 2003, na “Estratégia Europeia de Ambiente e Saúde” são preocupantes:
- Nos países industrializados 20% das doenças registadas são imputáveis a factores ambientais, registando-se um aumento significativo de casos de asma e alergias;
- Os europeus passam 85% a 90% do seu tempo em ambientes fechados. Os níveis de poluição do ar interior é duas vezes mais elevado do que no exterior, favorecendo a existência de alergias, enxaquecas, asma e cancro;
- A asma e as doenças do foro respiratório são a causa do maior número de hospitalizações de crianças, sendo que 1 em cada 7 sofre de asma. As crianças estão também mais expostas ao gás de escape dos carros.
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