Se observarmos a natureza podemos perceber que tudo está
interligado de maneira direta ou indireta, mesmo que ela tenha sido
transformada pelo homem continua sendo um sistema.
A floresta que é um sistema se
relaciona com o mar que é outro sistema essas relações dependem de vários
níveis de transferência da energia através dos materiais das cadeias
alimentares etc. Se ocorrerem mudanças em determinadas áreas consequentemente
as outras serão afetadas. Uma mudança climática, uma barragem ou um
desmatamento podem alterar num certo intervalo de tempo vários ecossistemas
interligados.
A modificação de processos naturais
no espaço também influi na evolução dos sistemas naturais. As mudanças
drásticas em desequilíbrio como funcionamento são em muitos casos
irreversíveis.
Alguns organismos capazes de
transformar a energia solar em matéria orgânica são capazes de se desenvolver
em diferentes ambientes como as rochas nuas por exemplo criando condições para
que outros organismos possam suceder naquele ambiente. A vida prepara o meio
quando os organismos pioneiros se instalam em diferentes condições.
Na natureza, o dominante é
simplesmente o mais adaptado as condições ambientais do momento, a vida nem
sempre é competitiva, a cooperação entre seres vivos se faz presente na maioria
das vezes. Um aspecto de interação, cooperação e competição entre os seres
vivos pode ser observado pelas cadeias alimentares, as plantas alimentam os
animais, mas também precisam deles para cumprir seu ciclo de vida. A capacidade
de sobreviver num ambiente está ligada a bagagem genética dos seres vivos e a
sua evolução. Este é um processo inerente a cada espécie, mas o que acontece
com a terra influi na vida e virce – versa.
Os
fatores que determinam os tipos e a quantidade de seres vivos que existem num
determinado ambiente são: a água, a umidade do ar e as substâncias presentes
nesse ambiente.
Nas
florestas, as raízes das árvores “seguram” o solo, impedindo a erosão (o
processo de remoção e transporte das partículas do solo para outro local).As
copas das árvores formam um “guarda-chuva” protetor que protege contra a ação
erosiva da chuva e do vento, além de bloquear a maior parte dos raios solares,
O clima nas florestas é fresco e o ar é “parado”.
Em
campos abertos, a luz solar é direta e o vento atinge quase todos os lugares. O
ar é seco, chove pouco e não locais mais frescos que outros, O ambiente é
dominado por grama e capim, Há poucas árvores espalhadas e pouca
sombra.Florestas tropicais são as florestas localizadas na região do Equador
(zona tórrida) e que estão expostas a muitas chuvas.
Nessas
florestas quase não há diferenças quanto à estação do ano, a não ser o aumento
das chuvas em dezembro, janeiro e fevereiro. Não há grandes animais corredores
nas florestas, já que elas são “fechadas”. O solo de uma floresta tropical é
uma camada fina e imprópria para a agricultura. É um solo pobre. O que fornece
os nutrientes para que os vegetais cresçam é a matéria orgânica (os restos de
animais e vegetais mortos).
O
solo de uma floresta tropical também não consegue “segurar” a água. Quando
chove, a água rapidamente “viaja” das raízes para as folhas e evapora.
Por
isso, quando uma floresta tropical é desmatada, a água corre para lugares mais
baixos, provocando erosão. As florestas desmatadas transformam-se rapidamente
em desertos.
Florestas
tropicais são os locais que possuem a maior biodiversidade do mundo. Exemplos
de animais que vivem nas florestas tropicais são os macacos, preguiças,
tucanos, papagaios, lagartos, sapos, cobras, onças... Nas florestas da
Indonésia, há esquilos e lagartos “voadores” pulando de galho em galho. Existem
também as florestas temperadas, situadas nas faixas de zonas temperadas da
Terra. As florestas temperadas vivem verões quentes, invernos frios e chuvas
moderadas ao longo do ano. Já cobriram toda a Europa, mas hoje só restam
fragmentos dispersos.Os animais dessas florestas geralmente se reproduzem
acompanhando as estações do ano.
As
árvores das florestas temperadas não chegam a ser tão altas como as das
tropicais, mas têm um bom tamanho. É o caso do carvalho, da nogueira e do
plátano .No outono, suas folhas caem, e o fato de perderem suas folhas, que são
sua parte mais frágil, permite que sobrevivam ao frio do inverno, pois os
caules que ficam são envolvidos por cascas grossas que protegem os vegetais.Na
primavera, ocorre uma “explosão de vida”: as árvores florescem e as folhas
verdes reaparecem, junto com os animais e seus filhotes. Eles crescem no verão
e outono, e se recolhem novamente no inverno, onde preparam novos filhotes,
novas folhas e flores.
Exemplos
de animais das florestas temperadas são veados, javalis, cabritos monteses,
ratos, lebres e raposas.Em regiões ainda mais frias (mais próximas da zona
glacial ártica), temos as florestas de coníferas; florestas com boa umidade e
gelo no (longo) inverno.Esse nome é explicado pela vegetação, que não é muito
variada: há ciprestes, abetos e pinheiros (árvores do grupo das coníferas).
Suas folhas são pouco desenvolvidas, mas formam matas bem escuras, chamadas
também de “florestas negras”.
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