sexta-feira, 25 de maio de 2012

A vida e os ambientes no tempo e no espaço


Se observarmos a natureza podemos perceber que tudo está interligado de maneira direta ou indireta, mesmo que ela tenha sido transformada pelo homem continua sendo um sistema.
            A floresta que é um sistema se relaciona com o mar que é outro sistema essas relações dependem de vários níveis de transferência da energia através dos materiais das cadeias alimentares etc. Se ocorrerem mudanças em determinadas áreas consequentemente as outras serão afetadas. Uma mudança climática, uma barragem ou um desmatamento podem alterar num certo intervalo de tempo vários ecossistemas interligados.
            A modificação de processos naturais no espaço também influi na evolução dos sistemas naturais. As mudanças drásticas em desequilíbrio como funcionamento são em muitos casos irreversíveis.
            Alguns organismos capazes de transformar a energia solar em matéria orgânica são capazes de se desenvolver em diferentes ambientes como as rochas nuas por exemplo criando condições para que outros organismos possam suceder naquele ambiente. A vida prepara o meio quando os organismos pioneiros se instalam em diferentes condições.
            Na natureza, o dominante é simplesmente o mais adaptado as condições ambientais do momento, a vida nem sempre é competitiva, a cooperação entre seres vivos se faz presente na maioria das vezes. Um aspecto de interação, cooperação e competição entre os seres vivos pode ser observado pelas cadeias alimentares, as plantas alimentam os animais, mas também precisam deles para cumprir seu ciclo de vida. A capacidade de sobreviver num ambiente está ligada a bagagem genética dos seres vivos e a sua evolução. Este é um processo inerente a cada espécie, mas o que acontece com a terra influi na vida e virce – versa.
            Os fatores que determinam os tipos e a quantidade de seres vivos que existem num determinado ambiente são: a água, a umidade do ar e as substâncias presentes nesse ambiente.
            Nas florestas, as raízes das árvores “seguram” o solo, impedindo a erosão (o processo de remoção e transporte das partículas do solo para outro local).As copas das árvores formam um “guarda-chuva” protetor que protege contra a ação erosiva da chuva e do vento, além de bloquear a maior parte dos raios solares, O clima nas florestas é fresco e o ar é “parado”.
            Em campos abertos, a luz solar é direta e o vento atinge quase todos os lugares. O ar é seco, chove pouco e não locais mais frescos que outros, O ambiente é dominado por grama e capim, Há poucas árvores espalhadas e pouca sombra.Florestas tropicais são as florestas localizadas na região do Equador (zona tórrida) e que estão expostas a muitas chuvas.

            Nessas florestas quase não há diferenças quanto à estação do ano, a não ser o aumento das chuvas em dezembro, janeiro e fevereiro. Não há grandes animais corredores nas florestas, já que elas são “fechadas”. O solo de uma floresta tropical é uma camada fina e imprópria para a agricultura. É um solo pobre. O que fornece os nutrientes para que os vegetais cresçam é a matéria orgânica (os restos de animais e vegetais mortos).
            O solo de uma floresta tropical também não consegue “segurar” a água. Quando chove, a água rapidamente “viaja” das raízes para as folhas e evapora.
Por isso, quando uma floresta tropical é desmatada, a água corre para lugares mais baixos, provocando erosão. As florestas desmatadas transformam-se rapidamente em desertos.
            Florestas tropicais são os locais que possuem a maior biodiversidade do mundo. Exemplos de animais que vivem nas florestas tropicais são os macacos, preguiças, tucanos, papagaios, lagartos, sapos, cobras, onças... Nas florestas da Indonésia, há esquilos e lagartos “voadores” pulando de galho em galho. Existem também as florestas temperadas, situadas nas faixas de zonas temperadas da Terra. As florestas temperadas vivem verões quentes, invernos frios e chuvas moderadas ao longo do ano. Já cobriram toda a Europa, mas hoje só restam fragmentos dispersos.Os animais dessas florestas geralmente se reproduzem acompanhando as estações do ano.

            As árvores das florestas temperadas não chegam a ser tão altas como as das tropicais, mas têm um bom tamanho. É o caso do carvalho, da nogueira e do plátano .No outono, suas folhas caem, e o fato de perderem suas folhas, que são sua parte mais frágil, permite que sobrevivam ao frio do inverno, pois os caules que ficam são envolvidos por cascas grossas que protegem os vegetais.Na primavera, ocorre uma “explosão de vida”: as árvores florescem e as folhas verdes reaparecem, junto com os animais e seus filhotes. Eles crescem no verão e outono, e se recolhem novamente no inverno, onde preparam novos filhotes, novas folhas e flores.
            Exemplos de animais das florestas temperadas são veados, javalis, cabritos monteses, ratos, lebres e raposas.Em regiões ainda mais frias (mais próximas da zona glacial ártica), temos as florestas de coníferas; florestas com boa umidade e gelo no (longo) inverno.Esse nome é explicado pela vegetação, que não é muito variada: há ciprestes, abetos e pinheiros (árvores do grupo das coníferas). Suas folhas são pouco desenvolvidas, mas formam matas bem escuras, chamadas também de “florestas negras”.


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